Câncer renal: importância do diagnóstico precoce e avanços no tratamento.

16/03/18

O diagnóstico precoce é uma arma fundamental no combate ao câncer renal, pois a chance de cura nessa etapa pode ser superior a 90%. Mas, muitas vezes, o diagnóstico deste tipo de câncer, que é o 13º mais comum no mundo1, é feito “por acaso”, durante a realização de exames de imagem, não necessariamente voltados para investigar o rim.

Por ser assintomático na sua fase inicial, o câncer renal é, com frequência, identificado tardiamente. Esse diagnóstico é dificultado ainda pelo fato de não haver exame de rotina voltado para a detecção precoce, como a mamografia para diagnosticar câncer de mama.

A maioria dos pacientes identifica o tumor no rim quando a lesão está em torno de 7cm e os primeiros sintomas começam a aparecer, como a presença de sangue na urina, dores fortes na região lombar, emagrecimento severo e palidez.

A definição do tipo de tratamento varia de paciente para paciente e de acordo com estágios do tumor. No estágio inicial, o tumor costuma atingir apenas um dos rins, que pode ser retirado parcial ou totalmente. Em casos específicos, podem ser utilizadas a radiofrequência ou a crio-ablação, ambos tratamentos locais. Nos estágios mais avançados, localmente ou difusamente, o câncer renal pode ser tratado com quimioterapia, terapia-alvo, anti-angiogênicos, imunoterapia como o interferon ou interleucina-2, ou mais recentemente com drogas da classe dos imuno-oncológicos2.

A boa notícia é que a ciência tem avançado e a imunoterapia ou imuno-oncologia firma-se como alternativa com resultados positivos comprovados. Os agentes imuno-oncológicos atuam restabelecendo a capacidade do sistema imunológico de reconhecer e destruir as células tumorais. A utilização destas drogas modificadoras da resposta biológica prepara o próprio organismo do paciente para o combate à progressão da doença. Essa nova abordagem tem apresentado grande potencial e representa um dos maiores avanços contra a doença nos últimos anos3.

O câncer renal na sua forma avançada e que não respondeu aos tratamentos anteriores é um dos tipos tumorais que atualmente tem como opção terapêutica o uso da imuno-oncologia.

No Brasil, estima-se que apenas em 2018 teremos cerca de 6.565 novos casos de câncer renal, com uma taxa de mortalidade da ordem de 3.453 óbitos decorrentes da doença4.

Dra. Angelica Pavão, CRM 83493 SP

Diretora Médica Associada da Imuno-Oncologia e Hematologia da Bristol-Myers Squibb

Referências
1.     Globocan 2012.  http://globocan.iarc.fr/Default.aspx
2.     National Comprehensive Cancer Network (NCCN). https://www.nccn.org
3.     Nat Rev Urol. 2016;13(7):420-31. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/27324121
4.     Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). https://www.ibge.gov.br/

Conheça a história de Wagner Carvalho, paciente de câncer renal:

RECEBER ESSE TRATAMENTO INOVADOR PARA CÂNCER RENAL É COMO VER O BRASIL GANHAR UMA COPA DO MUNDO!

 

Assista ao vídeo do Dr. Fernando Maluf e Dr. Fábio Schutz sobre o câncer renal: