Homem do busto para cima, maior de idade

21 de junho é o Dia Mundial de Perguntas e Respostas sobre o Câncer de Rim. 

Saiba quais são os sintomas da doença e a importância do diagnóstico precoce.

21/06/18

O International Kidney Cancer Coalition (IKCC), uma rede global independente de grupos de pacientes para a redução de diagnósticos de câncer de rim, definiu 21 de junho como o Dia Mundial de Perguntas e Respostas Sobre o Câncer de Rim. O objetivo é incentivar pacientes, cuidadores, familiares, amigos e profissionais da saúde a promover conhecimento e respostas que poderão conter as taxas de câncer renal.

Por se desenvolver sem dar sintomas, a descoberta deste tipo de câncer pode ocorrer em estágios avançados, quando o controle da doença se torna mais difícil. Embora a causa da mutação do DNA das células renais ainda não seja completamente conhecida, há grupos de pacientes que têm mais probabilidade de desenvolver câncer de rim. Entre eles estão as pessoas com histórico familiar da doença, tabagistas, obesos e a população que sofre com pressão alta ou que permaneceu por um longo período exposta ao amianto. 
 

Câncer renal: importância do diagnóstico precoce e avanços no tratamento

O diagnóstico precoce é uma arma fundamental no combate ao câncer renal, pois a chance de cura nessa etapa pode ser superior a 90%. Mas, muitas vezes, o diagnóstico deste tipo de câncer, que é o 12º mais comum no mundo1, é feito “por acaso”, durante a realização de exames de imagem, não necessariamente voltados para investigar o rim.

Por ser assintomático na sua fase inicial, o câncer renal é, com frequência, identificado tardiamente. Esse diagnóstico é dificultado ainda pelo fato de não haver exame de rotina voltado para a detecção precoce, como a mamografia para diagnosticar câncer de mama.

A maioria dos pacientes identifica o tumor no rim quando a lesão está em torno de 7cm e os primeiros sintomas começam a aparecer, como a presença de sangue na urina, dores fortes na região lombar, emagrecimento severo e palidez.

A definição do tipo de tratamento varia de paciente para paciente e de acordo com estágios do tumor. No estágio inicial, o tumor costuma atingir apenas um dos rins, que pode ser retirado parcial ou totalmente. Em casos específicos, podem ser utilizadas a radiofrequência ou a crio-ablação, ambos tratamentos locais. Nos estágios mais avançados, localmente ou difusamente, o câncer renal pode ser tratado com quimioterapia, terapia-alvo, anti-angiogênicos, imunoterapia como o interferon ou interleucina-2, ou mais recentemente com drogas da classe dos imuno-oncológicos2.

No Brasil, estima-se que apenas em 2018 teremos cerca de 6.565 novos casos de câncer renal, com uma taxa de mortalidade da ordem de 3.453 óbitos decorrentes da doença3.

Dra. Angelica Pavão, CRM 83493 SP
Diretora Médica Associada da Imuno-Oncologia e Hematologia da Bristol-Myers Squibb

Referências
1.      World Cancer Research Fund International - https://www.wcrf.org/int/cancer-facts-figures/data-specific-cancers/kidney-cancer-statistics
2.     National Comprehensive Cancer Network (NCCN). https://www.nccn.org
3.     Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). https://www.ibge.gov.br/

Conheça a história de Wagner Carvalho, paciente de câncer renal:

RECEBER ESSE TRATAMENTO INOVADOR PARA CÂNCER RENAL É COMO VER O BRASIL GANHAR UMA COPA DO MUNDO!

 

Assista ao vídeo do Dr. Fernando Maluf e Dr. Fábio Schutz sobre o câncer renal: