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Mês de conscientização do câncer de cabeça e pescoço alerta para prevenção da doença 

24/07/18

Evolução nos tratamentos elevam as chances de cura e aumentam a qualidade de vida do paciente, principalmente quando a doença é descoberta em estágios iniciais

Dia 27 de julho é o Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço, tipo da doença que deve atingir cerca de 43 mil pessoas entre 2018 e 2019 no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA)1. Para conscientizar os brasileiros, em especial os homens, população que sofre com a maior incidência da doença, a Associação de Câncer de Boca e Garganta - ACBG Brasil criou a campanha Julho Verde, que marca o mês de conscientização e prevenção desse tipo de câncer.

São definidos como câncer de cabeça e pescoço o grupo de tumores diagnosticados na boca, língua, faringe, laringe, esôfago, orofaringe (garganta), nasofaringe e tireoide. Os principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento da doença são tabagismo, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e, atualmente, o crescente número de casos de HPV (papilomavírus humano) entre jovens brasileiros. Dados levantados pelo INCA indicam que o câncer de cabeça e pescoço representa 4%1 do total de todos os tipos da doença no Brasil.
 

Mais esperança com novos tratamentos
Para a médica oncologista e Presidente do Grupo Brasileiro de Cabeça e Pescoço (GCAP), Aline Lauda os tratamentos para este tipo de câncer variam e podem apresentar uma mudança significativa na forma como o paciente o enfrenta. “A descoberta em estágios iniciais é primordial para o processo de remissão da doença”, explica. “Os tratamentos oncológicos evoluíram muito e a equipe médica que acompanha o paciente pode optar por alternativas combinadas de tratamento, como cirurgia e radioterapia, ou, em casos mais avançados, optar por tratamentos que promovam uma melhora importante na qualidade de vida do paciente”, informa a oncologista.

Os tratamentos são aplicados conforme o grau de estadiamento da doença. Nos graus mais brandos, quando a doença está em estágios iniciais, a cirurgia local e a radioterapia se apresentam como opções de sucesso para o paciente. Nos estágios III e IV, em que há a invasão do câncer para tecidos próximos ou para órgãos distantes, a terapia pode variar entre quimioterapia, radioterapia e a imunoterapia, como afirma a oncologista “A imuno-oncologia, por exemplo, tem apresentado resultados positivos quanto ao ganho de qualidade de vida e controle da doença em pacientes em estágio avançados”.
 

Prevenção e diagnóstico precoce são aliados
Os sintomas do câncer de cabeça e pescoço podem variar de acordo com a localização do tumor. Os pacientes com câncer na região da cabeça, boca e face podem evoluir para lesões com sangramento, manchas brancas na boca, dor no local, sangramentos pelo nariz, dores de cabeça frequentes, dormência nos músculos da face, entre outros sintomas. Já os tipos encontrados no pescoço podem causar rouquidão, nódulos na região, mudança na voz e dificuldade para engolir.

A presidente do Grupo Brasileiro de Cabeça e Pescoço (GCAP) explica que a doença é assintomática em fases iniciais, mas em casos avançados o paciente pode apresentar mudanças anatômicas evidentes que impactam negativamente no âmbito social. “O câncer de cabeça e pescoço, quando descoberto no início, tem altas chances de cura sem que a vida do paciente sofra tantas alterações”, conta. “Os casos avançados podem apresentar mudanças físicas aparentes na face e o paciente, além de lidar com o tratamento, terá que lidar com o impacto social que esse câncer causa”, conclui a especialista.

A prevenção e o diagnóstico precoce são os principais aliados para o sucesso da redução de números de casos e eficácia dos tratamentos. A Associação de Câncer de Boca e Garganta - ACBG Brasil considera que o índice de cura do câncer de cabeça e pescoço pode chegar próximo a 100%2 quando identificado cedo. Ainda de acordo com a ACBG, pelo menos 60%2 dos casos são descobertos quando a doença já está em estágio avançado.
 

Sobre o câncer de cabeça e pescoço
O câncer de cabeça e pescoço considera a soma dos cânceres da cavidade oral, laringe, esôfago e tireoide o que, de acordo com Instituto Nacional do Câncer (INCA), o posiciona como o terceiro mais incidente nos homens no Brasil depois do câncer de próstata e do câncer de pulmão3. A estimativa do Instituto prevê cerca de 43 mil brasileiros diagnosticados com câncer na região da cabeça e pescoço para o biênio 2018/20191 sendo os homens os mais atingidos pela doença. Ainda segundo o INCA, serão 11.200 casos na região da cavidade oral, 6.390 na laringe, 8.240 no esôfago e 1.570 na tireoide1. Entre as mulheres, a cavidade oral representará 3.500 casos, 1.280 casos serão diagnosticados na laringe, 2.550 no esôfago e 8.040 casos na tireoide1.
 

Referências:

  1.    http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/
  2.    http://www.acbgbrasil.o,rg/julhoverde/
  3.    http://www.inca.gov.br/estimativa/2018/introducao.asp