Síndrome Mielodisplásica
A Síndrome Mielodisplásica (SMD) é uma condição que afeta a produção das células do sangue na medula óssea
e costuma se manifestar com anemia, cansaço e fraqueza que se repetem.2–4
Em pessoas idosas, a SMD costuma ser confundida com “coisa da idade”. Além do cansaço, podem surgir infecções frequentes e manchas roxas ou sangramentos fáceis. Quando esses sinais se repetem, vale conversar com um médico.5
Principais sintomas da SMD5
Pela falta de glóbulos vermelhos (anemia)
- Cansaço que não melhora com o descanso
- Fraqueza
- Falta de ar em esforços que antes eram fáceis
- Palidez
- Palpitações ou dor no peito
Pela falta de glóbulos brancos
- Infecções frequentes
- Infecções que demoram a passar
- Febre
Pela falta de plaquetas
- Manchas roxas na pele sem ter batido
- Sangramento na gengiva ou no nariz
- Sangramentos que demoram a parar
Esta lista tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.
Conheça mitos e verdades sobre a SMD
Dados sobre a SMD destacam números importantes
~2.500
internações por ano no SUS por SMD, entre 2019 e 2021.*7
Fonte: Ministério da Saúde, PCDT da SMD de Baixo Risco, 2022.
+14 mil
atendimentos ambulatoriais por ano no SUS por SMD, entre 2019 e 2021.*7
Fonte: Ministério da Saúde, PCDT da SMD de Baixo Risco, 2022.
60% a 80%
das pessoas já têm anemia quando recebem o diagnóstico.**8,9
Fontes: Cazzola e Malcovati, N Engl J Med, 2005; Shenoy e cols., Blood, 2014.
42%
já precisam de transfusões de sangue regulares no diagnóstico.**10
Germing e cols., Leukemia, 2012.
* Dados do Brasil, dos sistemas de informação do SUS (SIH/SUS e SIA/SUS), publicados pelo Ministério da Saúde.
** Dados de estudos internacionais, que podem ser diferentes na população brasileira. Referências completas no fim da página.
Como é feito o diagnóstico da SMD?
1. Consulta e avaliação clínica
O médico conversa sobre os sintomas, o histórico de saúde e o que mudou na rotina, e faz o exame físico. Levar exames antigos ajuda a comparar os resultados.
2. Hemograma
O exame de sangue mostra se há queda nos glóbulos vermelhos, nos glóbulos brancos ou nas plaquetas.
3. Exames para descartar outras causas
Outros exames verificam causas mais comuns de alteração no sangue, como falta de ferro, de vitamina B12 ou de ácido fólico.
4. Avaliação com o hematologista
Se a alteração continua sem explicação, o hematologista pode pedir exames da medula óssea, como o mielograma e a biópsia, e exames genéticos das células. Eles confirmam o diagnóstico e ajudam a definir o acompanhamento.
Idade não é diagnóstico. E existem caminhos de tratamento para a SMD.
O tratamento é definido pelo hematologista em conjunto com o paciente, considerando o grupo de risco da doença, outras condições de saúde e as prioridades individuais.12
Por isso, investigar os sinais que se repetem é o primeiro passo.
O que o tratamento busca:
• Melhorar as contagens do sangue
• Reduzir a necessidade de transfusões
• Controlar os sintomas
• Preservar a qualidade de vida
• Retardar a progressão da condição
Quem convive percebe primeiro.
Observe os sinais.
O cuidado do paciente com SMD é conduzido pelo hematologista, com outros profissionais de saúde. Pacientes, familiares e cuidadores também têm um papel importante: são eles que notam quando um sinal volta a aparecer.13
Checklist: é coisa da idade ou pede investigação?
Marque o que você percebeu em você ou em quem você cuida.5,13
0 de 6 selecionados
Este checklist tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica.
Se o sinal se repete, converse com um médico.
Cansaço, fraqueza e anemia persistentes merecem atenção.
Procure o seu médico de confiança, conte o que mudou na sua rotina
e leve seus exames anteriores. Investigar os sinais é o primeiro passo
para chegar ao diagnóstico, que ajuda a definir o acompanhamento
e o cuidado mais adequados para cada pessoa.
Idade não é diagnóstico.
Referências:
1. Zeidan AM, et al. J Hosp Med. 2013;8:351–357.
2. Fenaux P, et al. Blood. 2013;121:4280–4286.
3. Arber DA, et al. Blood. 2016;127:2391–2405.
4. Khoury JD, et al. Leukemia. 2022;36:1703–1719.
5. Germing U, et al. Dtsch Arztebl Int. 2013;110:783–790.
6. Zeidan AM, et al. Blood Rev. 2019;34:1–15.
7. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria Conjunta nº 22, de 3 de novembro de 2022. Aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Síndrome Mielodisplásica de Baixo Risco. Dados do SIH/SUS e SIA/SUS, 2019–2021.
8. Cazzola M, Malcovati L. N Engl J Med. 2005;352:536–538.
9. Shenoy N, et al. Blood. 2014;124:873–881.
10. Germing U, et al. Leukemia. 2012;26:1286–1292.
11. Mufti GJ, et al. Leukemia. 2018;32:1679–1696.
12. Platzbecker U. Blood. 2019;133:1096–1107.
13. Efficace F, et al. Br J Haematol. 2015;168:361–370.
Os dados indicados como Brasil vêm dos sistemas de informação do SUS, publicados pelo Ministério da Saúde7. Os demais dados vêm de estudos internacionais.
Material educativo, de caráter não promocional, sobre a Síndrome Mielodisplásica. Não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Dados do Brasil e de estudos internacionais; veja as referências. HE-BR-2600073 · Outubro/2026.